Natural da aldeia de Ala, no concelho de Macedo de Cavaleiros, Diana Alves pretende dar continuidade à tradição agrícola da família através de um projeto de investimento na olivicultura. Em entrevista à Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), à margem do I Encontro de Jovens Agricultores de Trás-os-Montes, realizado no dia 23 de outubro, a jovem agricultora destacou a importância dos apoios à instalação, mas alertou para a burocracia e a demora na aprovação das candidaturas.

A agricultura faz parte da história familiar de Diana Alves. O pai e o avô já se dedicavam à atividade agrícola e a jovem decidiu dar continuidade a esta ligação ao setor, apostando na ampliação da exploração familiar de olival.
O seu projeto de jovem agricultora centra-se na olivicultura, uma atividade com forte expressão na região de Trás-os-Montes, procurando aumentar a dimensão da exploração e criar condições para o seu desenvolvimento.
Em entrevista à AJAP, realizada durante o I Encontro de Jovens Agricultores de Trás-os-Montes, uma iniciativa organizada conjuntamente pela AJAP e pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Diana Alves reconheceu a importância dos incentivos à instalação de jovens agricultores, mas identificou dificuldades que continuam a condicionar a concretização dos investimentos.
Burocracia e demora nas candidaturas são obstáculos ao investimento
Para Diana Alves, um dos principais desafios enfrentados pelos jovens que pretendem iniciar ou desenvolver a sua atividade agrícola está relacionado com a complexidade dos procedimentos administrativos e com os longos períodos de espera até à aprovação dos projetos.
A jovem agricultora considera que a abertura de candidaturas representa uma oportunidade importante para quem pretende investir no setor, mas entende que os processos poderiam ser significativamente mais simples e rápidos.
Na entrevista, destacou que os instrumentos digitais atualmente disponíveis deveriam permitir uma maior agilização dos procedimentos, reduzindo a burocracia e a incerteza associadas à aprovação dos projetos.
A demora nas decisões constitui, na sua perspetiva, um fator de ansiedade para os candidatos, que necessitam de conhecer atempadamente as condições de financiamento para poderem planear os investimentos nas suas explorações.
Apesar das dificuldades, Diana Alves deixa uma mensagem de incentivo aos jovens que pretendem seguir o mesmo caminho.
«Sejam pacientes, sejam resilientes, mas continuem a acreditar na agricultura».