Estão abertas, até 15 de dezembro de 2026, as candidaturas à intervenção D.1.1.1.3 – Investimentos em Diversificação, Comércio e Serviços Associados, no território do Grupo de Ação Local (GAL) SOL DO AVE. Com uma dotação orçamental superior a 750 mil euros, esta medida prevê apoios de 50% para investimentos superiores a 10 mil euros e até 300 mil euros.

A intervenção pretende incentivar a criação e o desenvolvimento de atividades económicas nos territórios rurais, promovendo o empreendedorismo, a diversificação da economia local e a valorização dos recursos e das potencialidades de cada território.
Os apoios destinam-se a pessoas singulares ou coletivas que cumpram os critérios de classificação como pequenas e médias empresas (PME), abrangendo projetos de investimento que contribuam para o reforço do tecido empresarial, a criação de valor e a dinamização económica das comunidades rurais.
Condições de apoio
A intervenção dispõe de uma dotação financeira global de 759.973,54 euros, sendo atribuída uma taxa de apoio de 50% do investimento elegível, para operações com um valor superior a 10.000 euros e igual ou inferior a 300.000 euros.
O apoio pode assumir a forma de reembolso dos custos elegíveis efetivamente incorridos e pagos pelo beneficiário ou de custos unitários, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo III da Orientação Técnica n.º 42/2026.
Área geográfica abrangida
As candidaturas destinam-se a projetos localizados no território de intervenção do GAL SOL DO AVE, que abrange os concelhos de Fafe, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Vizela, bem como as freguesias elegíveis dos concelhos de Guimarães e Vila Nova de Famalicão.
Os potenciais candidatos devem confirmar a elegibilidade territorial dos respetivos projetos, particularmente nos concelhos cuja área de intervenção não abrange a totalidade das freguesias.
Critérios de seleção valorizam o empreendedorismo jovem e a economia local
Na avaliação das candidaturas são considerados diversos critérios relacionados com o contributo dos projetos para a estratégia de desenvolvimento local.
Entre os fatores valorizados destacam-se a promoção do empreendedorismo jovem, o impacto na economia local, a qualificação do tecido empresarial e o reforço do valor acrescentado das principais cadeias produtivas presentes no território.
São igualmente considerados o apoio à iniciativa económica e ao desenvolvimento das microempresas, a maturidade dos projetos, os investimentos em energias renováveis ou na utilização eficiente dos recursos e a existência de certificações de qualidade.
A avaliação contempla ainda critérios relacionados com a dimensão do investimento e a respetiva rentabilidade económica.
Candidaturas até 15 de dezembro
O período de candidaturas decorre até 15 de dezembro de 2026.
Esta medida representa uma oportunidade para apoiar novos projetos empresariais e consolidar atividades económicas existentes, contribuindo para a criação de emprego, o reforço dos serviços de proximidade e a valorização dos territórios rurais.
Para a AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, o estímulo ao empreendedorismo e à diversificação das atividades económicas constitui um instrumento importante para promover a renovação geracional, criar oportunidades para os jovens empresários rurais e contribuir para a fixação de população nos territórios de baixa densidade.
A AJAP recomenda aos potenciais beneficiários a consulta das condições de elegibilidade e dos critérios de seleção previstos no respetivo aviso de abertura de candidaturas.