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No passado dia 1 de março foram anunciados os grandes vencedores do Prémio Nacional de Agricultura de 2017, uma iniciativa organizada pela Cofina, em parceria com o BPI, e com o patrocínio do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Na cerimónia de entrega dos galardões, que decorreu no salão nobre do Hotel Ritz, em Lisboa, esteve presente o Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, que ressaltou a importância que as florestas, a agricultura e o desenvolvimento rural têm para o crescimento da economia.

A 6ª edição registou 1.268 candidaturas, contando com o apoio da PWC (auditoria, consultoria, fiscalidade) no processo de receção e análise, e dos estimados júris, dos quais a AJAP fez parte, na deliberação dos vencedores. Além dos nove laureados, em que Ricardo Machado levou o prémio “Jovem Agricultor”, com a empresa Mirtifruto pela produção de mirtilos, foram ainda atribuídas oito menções honrosas.

Para a AJAP é uma honra estar integrada no painel dos júris convidados, podendo contribuir com o seu parecer, sustentado num vasto conhecimento e profissionalismo.

 

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Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, Menção Honrosa na categoria de Jovem Agricultor, Sofia Marques, Diretor Geral da AJAP, Firmino Cordeiro

segunda, 12 março 2018 16:54

AJAP esteve presente na FRUTITEC

O mês de março trouxe a EXPOJARDIM/FRUTITEC/IBEROPRAGAS à Exposalão, na Batalha. Plantas, flores, máquinas, equipamentos, soluções agrícolas, tecnologia aplicada à fruticultura e horticultura e no controlo de pragas, protagonizaram o eclético conjunto de expositores distribuídos por três salões.

A AJAP marcou presença com um stand dedicado às culturas emergentes, tema com importante foco no panorama agrícola nacional. Uma participação que trouxe não só novas oportunidades de negócio, como impulsionou o contacto com a inovação e as mais recentes dinâmicas do seio agrícola.

Nesta edição, evidenciou-se também o empenho de diversas empresas, que produzem maquinaria, em criar soluções para auxiliar os agricultores e os municípios na limpeza das florestas.

O certame que contou com mais de 20 mil visitantes, espelhando o sucesso de mais uma edição, prepara-se para mudar o espaço físico em 2019, sendo a FIL (Feira Internacional de Lisboa) o palco escolhido para novas demonstrações.

 

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Numa era em que a abordagem à internacionalização é uma constante, procuram-se oportunidades consideráveis de acesso ao mercado e de trocas comerciais vantajosas. Importa difundir, destacar e valorizar o que Portugal tem de melhor, tanto em diversidade como em qualidade, sendo também nesse sentido que a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal tem vindo a trabalhar e a destacar-se.

Portugal tem vindo a reafirmar a sua vocação atlântica como estratégia importante de posicionamento, não só perante os parceiros europeus, como também tem gerado um crescente interesse pela América Latina em geral e pelo Brasil em Particular. Isto, reflete-se em matéria de importação e exportação, e consequentemente na ascensão e reconhecimento institucional da Marca Portugal.

A AJAP, cumprindo as metas da internacionalização, esteve presente no maior evento do setor alimentar do Brasil, a Super Rio Expofood, que teve lugar no Rio de Janeiro nos dias 20, 21 e 22 de março, dando a conhecer a qualidade dos produtos tradicionais portugueses produzidos por Jovens Agricultores e Jovens Empresários Rurais. Queijos, enchidos, presunto e azeite foram o prato forte de degustação em terras de samba, suscitando um forte interesse e uma positiva afluência ao stand da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal.

Um super evento, que ficou completo com a realização do Fórum Qualidade e Competitividade Agroalimentar (organização da AJAP e coorganização da Câmara Portuguesa do Comércio e Indústria do Rio de Janeiro). Uma iniciativa enquadrada na Campanha Portugal Gourmet, no âmbito da cooperação e da internacionalização, que possibilitou a reflexão e o debate em torno do setor agroalimentar, na voz de diversas personalidades portuguesas e brasileiras especialistas na área, bem como a degustação, que teve lugar na Super Rio Expofood, dos apreciados produtos lusos. Um projeto cofinanciado pelo COMPETE 2020, que tem como objetivo melhorar a competitividade nacional e a internacionalização da economia portuguesa, mobilizando e potenciando recursos e competências.

O êxito conquistou-se e trouxe novas parcerias e um leque de contactos auspiciosos.

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Dr. Paulo Ramalho, Eng.º Carlos Duarte, Eng.º Manuel Castro e Brito, Eng.º Firmino Cordeiro, Cônsul Jaime Leitão, Dr. Arlindo Varela na Super Rio ExpoFood

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Stand da AJAP na Super Rio ExpoFood

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 Dr. Paulo Ramalho, Dr. Arthur Pimentel, Eng.ª Marly Galvão, Dr. Hélder Coimbra, Dr.ª Isabel Martins, Dr. Amândio Santos, Eng.º Firmino Cordeiro

 

Concretizou-se mais uma edição da Ovibeja, cujo balanço, bastante positivo, se refletiu na grande adesão ao espaço onde decorre o certame, às conferências realizadas e na afluência aos stands das diversas associações e empresas representadas.

Cinco dias em que o setor agrícola mostrou novamente a sua dinâmica e vitalidade. A AJAP contribuiu com a sua parte, enquanto empreendedora no setor e impulsionadora da massa agrícola Jovem como alicerce do desenvolvimento económico do país e no combate à desertificação no interior. Registou-se um elevado interesse, essencialmente por parte de jovens, que se dirigiram ao stand da AJAP, a fim de obterem informação sobre as culturas emergentes, sobre a criação de novos projetos e novas instalações.

Sendo um evento visitado por diversos decisores políticos nacionais, o stand da AJAP teve o privilégio de receber o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, o Presidente do PSD, Rui Rio, entre outros.

 

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Realizou-se no início do mês de maio, o II Fórum Qualidade e Competitividade Agroalimentar em Maputo, que levou a cabo a criação de bases de trabalho para diversas iniciativas, desenvolvidas ao abrigo do COMPETE2020 – SIAC Sistema de Apoio a Ações Coletivas (Internacionalização), potenciando a competitividade do setor agroalimentar.

Enquadrado na Campanha Promocional Portugal Gourmet, foram divulgados alguns produtos tradicionais portugueses produzidos por Jovens Agricultores e Jovens Empresários Rurais. Queijos, enchidos, presunto e azeite foram o prato forte de degustação em terras brasileiras e moçambicanas, a par de uma reflexão sobre as oportunidades e desafios do setor agroalimentar, reforçando não só a importância das trocas comerciais, como o câmbio e disseminação de conhecimento.

Foi pela voz de distintos oradores, que foi feita a abordagem aos temas em destaque: Parcerias – Um Desafio do Agroalimentar e a Valorização dos Produtos Agrícolas no Mercado Global. Pontos que geraram diferentes reflexões, e que voltaram a evocar o contributo que a AJAP pode ceder às organizações de agricultores moçambicanas, através de estruturas empresariais conjuntas e ações planeadas.

O caminho da AJAP em Moçambique tem-se vindo a construir através de diferentes projetos de Cooperação, usando de forma profícua os avanços registados no setor agrícola português e colocá-los ao serviço da agricultura moçambicana. Neste sentido, o Fórum realizado foi mais um marco importante para a interligação entre os dois países.

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Dr. Salimo Abdula

 

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Dr.ª Maria Amélia Paiva

 

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Eng.º Firmino Cordeiro e Dr. Salim Cripton Valá

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Sr. José Alcobia, Dr.ª Jane Grobe, Dr.ª Mariana Matos, Srº Moreira da Silva, Eng.º Davide Freitas, Dr. João Jeque

 

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Engº Alcino Sanfins, Dr. Júlio Costa, Dr. Paulo Ramalho, Dr. Soares Xerinda, Dr. Cecílio Valentim

 

 

Decorreu no Centro Nacional de Exposições de Santarém a 55ª Feira Nacional de Agricultura, evento que levou a terras ribatejanas centenas de visitantes.

Durante dez dias, uma composição abrangente de expositores foram ocupados por empresas que promoveram os seus produtos, mostraram novas dinâmicas e tecnologias aplicadas ao setor agrícola e, consequentemente abriu novas oportunidades à concretização de negócios e parcerias. A AJAP participou, uma vez mais, neste importante evento com um stand inovador, disponibilizando informação, e revelando parte do seu trabalho através da divulgação de vídeos, panfletos e da Revista Jovens Agricultores, que providenciou no decorrer da feira.

Entre conferências, seminários e colóquios, destacou-se o “World Olive Oil Summit”, trazendo o azeite (tema central desta edição) à narrativa de especialistas nacionais e internacionais da fileira e ao paladar de quem participou nas ações de show cooking.

Com distinção, decorreu também a conferência “Os Grandes Desafios para a Agricultura no Futuro” na qual esteve presente o 1ª Ministro, António Costa, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, o Comissário Europeu da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan e o Comissário Europeu para a Ciência, Investigação e Inovação, Carlos Moedas. Esta iniciativa revelou-se um enorme sucesso, enchendo o grande auditório de agricultores, especialistas do setor agrícola e curiosos.

Breves excertos dos discursos proferidos pelo 1º Ministro e pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na conferência:

1º Ministro, António Costa:No ano passado vivemos seguramente o ano mais dramático de sempre. O risco de incêndio florestal tem causas múltiplas, as alterações climáticas, a estrutura interna da floresta, mas, tem uma causa absolutamente essencial, tem a ver com o despovoamento e o abandono do interior. Um país que precisa de crescer, como nós precisamos, tem que conseguir maximizar todo o seu potencial de crescimento. É claro que este potencial é enorme nas áreas metropolitanas, mas, há um enorme potencial de crescimento que está por aproveitar nesse interior que nos habituamos a abandonar e temos que agora ser capazes de investir, revalorizar, porque está aí muito por fruir. Para aproveitar esse interior, os programas de desenvolvimento rural são absolutamente essenciais. Hoje, há uma consciência coletiva do país de que não podemos continuar a desperdiçar esta riqueza do interior… Ainda ontem, foi aprovado o estatuto da pequena agricultura familiar, estamos a desenvolver o estatuto do Jovem Empresário Rural, porque há hoje uma nova consciência e uma nova disponibilidade das novas gerações de olharem para a agricultura com um olhar diferente da agricultura do passado. A agricultura passou a ser um projeto atrativo, futuro e aliciante para as jovens gerações e, a esse momento nós não podemos desperdiçar. Só há verdadeira riqueza investindo na produção, e a produção significa agricultura, indústria, e é essa a linha que nós vamos seguir.”

Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos: “Todos temos consciência do contexto político europeu e internacional que vivemos e no caso específico da UE marcado pelas consequências do Brexit. O impacto da Comissão para Portugal é um aparente paradoxo, uma vez que pode ser considerada boa para os agricultores, mas é insustentável para o desenvolvimento nacional. Se nos concentrarmos nos aspetos financeiros, a proposta da Comissão traduzir-se-ia num aumento médio de 4% nos pagamentos diretos e num corte de 15% no segundo pilar. Portugal não pode aceitar que seja essencialmente a agricultura a pagar as consequências do Brexit, e muito menos que dentro do orçamento agrícola seja o segundo pilar, praticamente a única variável de ajustamento; não consideramos justo que ao primeiro pilar, que representa 80% do orçamento comunitário, seja aplicado um corte neutro de pouco mais de 1% e, ao segundo pilar seja aplicado um corte de 15% igual para todos, ignorando-se que alguns estados membros como é o caso de Portugal, este pilar representa cerca de 50% do seu envelope nacional.”

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Conferência sobre os Grandes Desafios para a Agricultura no Futuro

 

quarta, 20 junho 2018 16:28

10ª Conferência da Vida Rural

Decorreu no passado dia 19 de junho, no Porto, a 10ª Conferência da Vida Rural, com enfoque no tema “Eficienciocultura”. Uma abordagem que invoca a eficiência dos sistemas de produção como uma aposta estratégica para todos os agricultores que procuram com menos recursos, produzir cada vez mais e melhor.

Numa era em que a densidade da informação permite tomadas de decisão mais salutares, procura-se a simbiose necessária entre as melhores práticas agrícolas e a agricultura sustentável, que conduzam a uma maior rentabilidade. Nesta perspetiva, a Conferência realizada teve como painéis de debate: “Gerir informação: o ponto crítico”; “Viticultura de precisão e sustentabilidade: o caso da Symington”; “Produção de energia: a oportunidade”; “A tecnologia como resposta à agricultura do futuro”; “Desafios da eficiência na pequena dimensão”.

A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal foi convidada a fazer parte deste colóquio, tendo sido representada pelo Diretor Geral, Firmino Cordeiro, orador no último tema do painel, deixando claro que é necessário investir e apoiar a pequena agricultura e manter a pressão em alta na instalação, apoio e acompanhamento aos jovens agricultores.

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Decorreu no dia 13 de julho na Assembleia da República, o debate sobre o Estado da Nação, relativo à 3ª sessão legislativa da XIII Legislatura. Uma reunião que se iniciou com a intervenção do Primeiro Ministro, sujeito a perguntas dos grupos parlamentares, seguindo-se o debate generalizado, que é posteriormente encerrado pelo Governo.

Neste âmbito, a Rádio TSF desenvolveu no seu Fórum diário, na véspera do debate na Assembleia, o mesmo tema, dando voz a diversos intervenientes, que manifestaram a sua opinião sobre o estado atual de Portugal.

Entre diversas questões colocadas, que deixaram os ouvintes a refletir, abordou-se um tema central e estrutural que em Portugal está longe de ser solucionado, a desigualdade latente entre a faixa interior e a faixa litoral, do território nacional.

Firmino Cordeiro, Diretor Geral da AJAP, interveniente no programa da Rádio TSF, expressou a sua opinião, deixando claro que esta é uma área à qual é necessário dar prioridade e é urgente colmatar:

A melhor forma de desenvolver o litoral é investirmos no interior. É preocupante olharmos para o desenvolvimento do país e apercebermo-nos ainda mais das assimetrias que existem entre estas duas realidades. Colmatar, diminuir e ir eliminando progressivamente estas disparidades, tornaria o país muito mais desenvolvido. Desagregar aquilo que se torna pesado e complexo na faixa litoral e nas grandes cidades, para podermos desenvolver cidades e vilas no interior… atrair mais empresas, (que por exemplo nas zonas industriais nas grandes cidades, estão sobrelotadas e com custos bastante elevados), que podiam perfeitamente, algumas delas, conviver no interior. Os sucessivos governos, em algumas medidas que tomam, tentam passar a imagem de que estão a fazer algo por esta problemática. Recordo a Unidade de Missão para a Valorização do Interior, que este mesmo governo lançou e, sobre isso, cerca de 160 medidas numa fase inicial, mas, a verdade é que pouco ou nada desse trabalho está em prática.

Foi preciso uma calamidade nacional com a dimensão do que aconteceu em 2017, para o interior voltar ao de cima e trazer à memória o que lá deveria existir e não existe, nomeadamente agricultura e organização florestal. Todo o trabalho de melhoria do interior é importante para a qualidade do país e para a qualidade de vida dos portugueses… Se nós estamos a melhorar no geral em relação a condições de vida, as preocupações no sentido que temos vindo a abordar, fazem todo o sentido. Investimentos na água, no regadio, numa agricultura com características diferentes, poderiam ser apostas benéficas para Portugal.

Acredito que os dois partidos centrais, deveriam entrar num acórdão, de forma a assumirem conjuntamente um leque de compromissos sérios, a levar o país para a frente, a desenvolver o interior nacional. Com isso, seríamos um grande exemplo para a Europa, que sofre com o mesmo problema, uma vez que as faixas litorais se sobrepõem a todo o interior desertificado.

Sou oriundo de uma dessas regiões do interior, e vejo ano após ano o atraso e o decréscimo da qualidade de vida, o abandono dos jovens que sem qualquer motivação, acabam por ir embora. Os autarcas fazem o seu trabalho, mas não têm feito o que considero fundamental, que é atrair gente para os seus concelhos!”

 

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A Província de Tete apresenta enormes potencialidades no setor agropecuário, dispondo também de uma grande heterogeneidade ao nível das condições edafoclimáticas. Estimulados pelas potencialidades existentes, os Jovens Agricultores da região, avistaram potencial no desenvolvimento do agronegócio, objetivando executar uma agricultura salutar e produtiva.

Nesta perspetiva, foi criado um órgão coletivo, que potencie de forma organizada o setor, a AJAT – Associação de Jovens Agricultores de Tete. Com uma linha de medidas que visam o sucesso agrícola, uma das prioridades passa pela implementação de iniciativas que fixem e atraiam os jovens ao meio rural para desenvolverem a atividade de forma sustentável.

A AJAP, empenhada em partilhar a experiência e conhecimento dos projetos que tem vindo a desenvolver, com vista à promoção da instalação de Jovens Agricultores e à melhoria no acesso a condições estruturantes para o triunfo, surge neste âmbito, como parceira da AJAT, através de um protocolo de cooperação.

Foi, assim, oficializado, o lançamento da Associação de Jovens Agricultores de Tete (AJAT), no dia 24 de agosto, em Moçambique, na cidade de Tete. A cerimónia, constituída por um primeiro painel relativo às oportunidades de financiamento para jovens no agronegócio, um segundo painel que abordou os pacotes de parceria e apoio oferecidos pela AJAP, e um terceiro painel que levou a debate o modelo Europeu na instalação de Jovens Agricultores, identificou os objetivos a alcançar.

A AJAP irá colaborar com esta Associação moçambicana, que poderá beneficiar os jovens interessados em abraçar a atividade agrícola, estimular e aperfeiçoar a eficiência e a produtividade, e proporcionar novos mecanismos que apelem à instalação de Jovens Agricultores.

A Presidente da Associação de Jovens Agricultores de Tete, Lúcia Noriate, expressou o seu agradecimento à AJAP, manifestando uma grande expectativa nesta parceria:

«Honra-nos a presença neste evento, da AJAP – Associação com mais de 30 anos de existência, com resultados de grande impacto nos Jovens Agricultores de Portugal, contribuindo significativamente para a dinamização da economia do seu país. A AJAP mostra total disponibilidade em nos apoiar, facto este que nos inspira a tornar firmes no propósito da criação da nossa associação: criar condições favoráveis para que os Jovens Agricultores da Província de Tete possam prosperar.

Caros parceiros da AJAP, esperamos que continuem a partilhar connosco, as vossas experiências no movimento associativo juvenil no agronegócio. Pretendemos adaptar o vosso modelo de atuação às condições de Moçambique, muito em particular da Província de Tete.»

 

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O Consultor Carlos Duarte, o Administrador do Distrito de Tete, Mendes Cândido, o Diretor Geral da AJAP, Firmino Cordeiro, o Governador da Província de Tete, Paulo Auade, a Presidente da AJAT, Lúcia Noriate, o Diretor Provincial da Juventude e Desportos de Tete, Ricardo Baulene, o Delegado da Agência do Vale do Zambeze, Alcides Nhamatate

 

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Lúcia Noriate, Presidente da Associação de Jovens Agricultores de Tete (AJAT)

 

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Carlos Duarte, Alberto Carreira, Delegado da AJAP em Moçambique, Lúcia Noriate, Firmino Cordeiro, Diretor Geral da AJAP e Barnabé Zandamela, Diretor da AgriMag

Ao abrigo do COMPETE 2020 – SIAC Sistema de Apoio a Ações Coletivas (Internacionalização), a AJAP concretizou no dia 29 de agosto o III Fórum Qualidade e Competitividade Agroalimentar, enquadrado na Campanha Portugal Gourmet, no Hotel Polana, em Maputo.

Uma campanha, que efetiva uma lógica de promoção dos produtos produzidos por Jovens Agricultores, com o objetivo de reconhecimento e notoriedade dos produtos agroalimentares portugueses, a par da necessidade de internacionalizar as empresas do setor agrícola.

O Fórum trouxe à reflexão temas relevantes do setor agroalimentar, com enfoque na valorização da produção na cadeia de valor, no financiamento da produção e melhoria da qualidade, analisados por ilustres membros do Governo de Moçambique e do Governo de Portugal e de representantes de empresas de renome dos dois países.

O Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique, Higino Marrule, interveio na abertura do Fórum, deixando clara a importância deste tipo de eventos nos países da CPLP, «O III Fórum Qualidade e Competitividade Agroalimentar é um imperativo para o desenvolvimento dos países. Este Fórum vai consciencializar-nos cada vez mais da importância da qualidade e competitividade agroalimentar, na criação de riqueza, no setor agrário dos dois países. Acrescentamos também a certificação, temos que olhar para este elemento (a certificação de produtos agrários e agroalimentares). No momento em que qualquer um de nós queira enveredar por uma atividade económica, automaticamente está a competir no campeonato mundial (…) teremos que competir e ter os certificados necessários.»

Também na sessão de abertura do evento, a Embaixadora de Portugal em Moçambique, Amélia Paiva, referenciou Portugal como um exemplo no que respeita à busca de benefícios recíprocos, através das parcerias agrárias, «Os Governos de Moçambique e Portugal têm vindo a reafirmar a importância estratégica da cadeia de valor agrícola para o desenvolvimento económico e social dos nossos países, com vista a ter um impacto cada vez mais positivo nas nossas economias, e sobretudo na melhoria da qualidade de vida das nossas populações.»

O Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, sublinhou, de igual forma, a importância da troca de conhecimento, como gerador de riqueza, «Eu acredito profundamente na troca, eu acredito no conteúdo local da terra. Acredito também, que é trocando experiências, investimento e produtos, que somos capazes de gerar mais riqueza e melhores condições para utilizar os recursos que temos.»

Um Evento que ficou completo com a intervenção de outras importantes personalidades, tais como: o Presidente do Governo Regional do Príncipe, José Cardoso Cassandra; O Secretário de Estado das Flores e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas; o Presidente da CTA, Agostinho Vuma; o Presidente da AICEP, Luís Castro Henriques; o ex. Ministro da Agricultura, Arlindo Cunha; o Diretor do Instituto de Cereais de Moçambique, Mahomed Rafik Valá; o PCA da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Cripton Valá; o Presidente do CEJA, Jannes Maes; o PCA da Hidráulica do Chókwé, Soares Xerinda; o PCA do Banco Nacional de Investimento, Tomás Matola; a Presidente do Clube de Produtores Sonae, Ondina Afonso; o Professor Universitário, Francisco Gomes da Silva; o Especialista em Relações Internacionais e Cooperação, Paulo Ramalho, e o Diretor Geral da AJAP, Firmino Cordeiro.

A adesão registada superou a expectativa, delatando uma sala esgotada, com espectadores vindos de todas as regiões de Moçambique e de Portugal, que foram posteriormente presenteados com um almoço tradicional, que fundiu a cozinha moçambicana aos produtos portugueses.

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Barnabé Zandamela, Diretor da AgriMag, Agostinho Vuma, Presidente da CTA, Luís Castro Henriques, Presidente da AICEP, Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização, Firmino Cordeiro, Diretor Geral da AJAP e Adelino Buque, Presidente do Pelouro do Agronegócio da CTA

 

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Amélia Paiva, Embaixadora de Portugal em Moçambique, Agostinho Vuma, Presidente da CTA e Higino Marrule, Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar

 



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